o blog mudou

•abril 7, 2010 • Deixe um comentário

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O Livro

•dezembro 19, 2009 • Deixe um comentário

Eu = 1º Pessoa do singular, conforme diz a língua portuguesa. Logo, sou uma pessoa. 1ºpessoa? nããã,mas com certeza também não sou a ultima.Ok,viremos as paginas desse livro que se intitula, Marcelo Matos. Um livro tão simples e tão atrapalhado, que a certo ponto é cativante. Um livro meio tímido de inicio faz até perder a graça. Mas após algumas paginas escritas de forma abstrata, incompreensível, às vezes ocultas, nota-se que o livro Marcelo Matos, vai se tornando empolgante, e surpreendentemente cativante. Com passagens desde piadas ridículas e sem a menor graça até a níveis de criatividade que se superam por si mesmas e ainda se superam outras vezes mais em curtos espaços de tempo. Não, engana-se quem chega a pensar que este livro é mais um livro que retrata um dramalhão mexicano, das antigas ou das novas… Tanto faz, pois lhes digo, não… Não ESTE livro. É uma viajem nos pensamentos de um ser, que por mais insignificante em suas vidas possa parecer ou superficial, você vai notando aos poucos, que mesmo sem uma atitude notável, você começa a ceder… E a ceder mais e cada pouquinho mais que você vai cedendo o livro começa a tomar conta de você de tal maneira que então perceberás que você AMA este livro, que ele lhe cativa, te domina, cada pagina uma descoberta nova, cada novo diálogo que ocorre ao decorrer se transforma num lindo poema. Mesmo com uma capa desagradável, seu conteúdo esconde um universo de possibilidades que quase ninguém até hoje percebeu. Resumidamente descrevo Marcelo Matos, ou se preferir “O Livro”, como algo tangível entre o belo e o feio, entre o A e o Z, ou simplesmente o Inicio… E Infinito, ou Além.

[Escrito há alguns anos atrás]

Marcelo Matos

Sua autenticidade é autêntica?

•dezembro 17, 2009 • 1 Comentário

O que é ser autêntico hoje em dia? Só mais uma de tantas modinhas, talvez?

Quem sabe aquele que tem a coragem de copiar os outros seja mais autêntico do que quem se obriga a ser do contra, ser “original”?

Às vezes essa autenticidade fabricada perde a validade. Pense nisso.

(Esse é um autêntico dilema filosófico. Ou não?)

Ramiro S. da Silva

história sob um ângulo incomum

•dezembro 17, 2009 • Deixe um comentário

Oi! Eu sou um objeto inanimado e vou contar uma história louca. É, louca, tipo as histórias de um tal Clube da Escrita que tem na Fabico. Parece que mudou o nome, agora é Chá das Cinco. Volta e meia, eu observo os registros feitos na parede, com giz e canetas coloridas. O Chá/Clube é um deles, no meio de tantos outros que minha memória de objeto inanimado não deixa lembrar.

Eu observo as paredes riscadas, veja bem, quando eu posso e quando o ângulo é favorável. Sempre que querem me usar, me colocam de costas para a entrada principal do Diretório. Acho isso meio chato. O pior mesmo é o que fazem comigo depois, mas essa situação já tem tanto tempo que o mais sensato seria eu me acostumar a essa situação.

Sou branca e tenho várias irmãs, coloridonas. É, acho que agora me entreguei. Sou uma bola de sinuca, a que sempre é usada primeiro para tacar e espalhar as outras. Meio chata essa vida, mas pelo menos os humanos se divertem. Acho até que eles se divertem mais quando aprontam comigo, quando me encaçapam por acidente ou quando me atiram com o taco pra fora da mesa. Não entendo como fazem isso, a Física deve explicar. Ou não…

Apesar de tudo, não posso reclamar, porque meu “lar”, eu e minhas irmãs somos elementos importantes naquela sala. Tem horas em que ficamos em paz, amontoadinhas naquelas espécies de redes que ficam nos cantos. Mas, quando entramos em ação, é legal porque parece ser sempre um momento alegre, de conversas e risadas.

Creio que ninguém nunca tenha me perdido por algum momento naquela sala. Pelo que eu observo na área verde, ninguém perdeu ainda minhas irmãs. Elas têm números… Dizem as regras que cada jogador (ou dupla de jogadores) deve encaçapar apenas as pares, enquanto o(s) adversário(s) encaçapa(m) as ímpares, ou vice-versa. Se não me confundi, deve ser isso. Enfim…

Eu vivo quase que totalmente no meu mundinho, não sei dizer ao certo se existem outras coisas inanimadas que são perdidas todos os dias naquela sala enorme e colorida. Quanto aos humanos, acho que todos eles são meio perdidos, dentro e fora do Dacom. Não tem problema. Certamente eles se encontram lá na mesa marrom e verde, de alguma forma.

Andiara Moraes

Saudade:

•dezembro 17, 2009 • Deixe um comentário

aquele sentimento que, por mais que ele não se manifeste, estará ali, incansável, escondido e pronto a nos invadir em um momento de distração.

Andiara Moraes

Etapas

•dezembro 17, 2009 • Deixe um comentário

Sonha. Idealiza. Planeja. Junta dinheiro. Faz uma varredura por sites de imobiliárias. Faz contatos. Prepara-se para encarar a enorme burocracia. Assina a papelada. Aguarda a liberação. Moradia nova.

Pesquisa mais, agora em sites de lojas de móveis e eletrodomésticos. Trena em mãos, verifica medidas e decide a mobília. Mais gastos, sempre eles. Pessoas desconhecidas montando coisas.

Analisa contas – o salário vai dar conta de condomínio, luz, água, gás? Lista de compras. Aventuras e desventuras na cozinha, árduas limpezas, insetos non-gratos.

O canto próprio, que tanta gente demora pra conquistar… E existem os que conquistam sozinhos, de forma independente, depois de tantos sacrifícios.

Pode parecer que não, mas enfrentar tamanha disposição e tamanho estresse requer coragem, muita coragem.

Andiara Moraes

Me cale

•dezembro 17, 2009 • Deixe um comentário

Tento me calar e não consigo

Falo mais que minha língua tremula estimulada

Pela doçura que és comigo

Falo tanto que não digo nada;

Olhar pra ti é d’onde mora o perigo

Fraqueza pura como é a madrugada

De sorrir e te chamar de minha amada

E tu meiga e delicada já é castigo;

Duvido que não goste do meu gracejo

Impossível ser tão insolente

Que não lhe cunhe um desejo

Onde crio coragem

E lhe deixo mensagem

Selada com meu beijo.

Marcelo Matos